Nova Friburgo vive guinada econômica

Publicado em 18/01/2018 15:30 - Atualizado há 7 meses

O município de Nova Friburgo – Região Serrana do Rio de Janeiro – atravessou a crise em melhor forma do que a economia de outras localidades do estado e se recupera mais rapidamente neste início de retomada. Para o chefe do Executivo, Renato Bravo, a cidade conseguiu recuperar a credibilidade e, agora, é reconhecidamente o quadro de um trabalho sério e comprometido que vem sendo feito pela sua equipe desde janeiro deste ano.

“Isso é resultado do nosso empenho em honrar o compromisso assumido de trabalhar em prol do progresso de nosso município. Nova Friburgo é uma cidade de muitos potenciais, que vão de admiráveis atrativos turísticos a destaque em importantes setores como gastronomia, agricultura e moda íntima. E é fortalecendo o que temos de melhor que conseguimos driblar a grave crise financeira que atinge o país”, salientou.

Um dos reflexos positivos sentidos por Nova Friburgo no enfrentamento à crise está na geração de empregos. Somente de janeiro a agosto deste ano, o município registrou 589 novos empregos formais, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho. Realidade oposta ao mesmo período de 2016, quando o município perdeu 640 postos com carteira assinada.

A indústria é apontada como a grande responsável por esse saldo, uma vez que representa 40% do PIB do município, de acordo com dados da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Baseado nisto, Nova Friburgo também se destaca pela força dos setores metalmecânico e têxtil e suas contratações em linha, que influenciaram diretamente na recuperação da produção e faturamento.

É importante salientar ainda a busca da atual gestão por parcerias público-privadas, que se refletem em resultados bastante positivos para a população como, por exemplo, a reforma de 60 novos leitos do Hospital Municipal Raul Sertã – obra que se encontra em andamento – e que permitirá um significativo aumento na capacidade de atendimento.

Outros dados da economia que também estão em evidência são os polos produtivos de agricultura, aqüicultura, floricultura e de cerveja artesanal, que vem se destacando e movimentando cerca de R$ 10 milhões ao ano. Nova Friburgo ainda é o segundo maior produtor de flores de corte depois de Holambra, em São Paulo, e o principal no estado em trutas.

A cidade também é destino turístico com um dos climas mais agradáveis do estado. Durante o inverno, a temperatura chega próximo a zero grau, e, por ser uma das regiões mais frias do país, atrai muitos amantes da baixa temperatura. Para incrementar o turismo, a cidade está desenvolvendo um calendário oficial de eventos que, já neste ano, começou a se consolidar com o Festival de Inverno e outros relevantes acontecimentos.

Um importante passo dentro da administração municipal foi a retomada da usina de asfalto. A Secretaria de Obras deu início recentemente à ação intitulada “Operação Asfalto”, para a recuperação das vias por diversos bairros e distritos da cidade. A Prefeitura conseguiu concluir a licitação para a compra de emulsão asfáltica e o processo representou uma economia de quase R$ 260 mil reais aos cofres públicos. Serão 600 toneladas de emulsão asfáltica que abastecerão a cidade pelos próximos dez meses.

Desde junho de 2016, a Prefeitura também acumulava um grande número de pendências previdenciárias. A não regularização gerava novas pendências e parcelamentos. Mas, há oito meses, o atual governo adotou esta regularização como uma das prioridades e um árduo trabalho de equipe propiciou o fim da inadimplência da instituição junto ao CAUC – Cadastro Único de Convênios.

Uma conquista que também merece notoriedade é o desempenho do município no projeto Cidades Empreendedoras, do Sebrae. Nova Friburgo alcançou o 1º lugar no ranking da segunda fase do projeto, que aconteceu no final do último mês de setembro. A cada mês, são mensuradas as ações de políticas públicas relacionadas ao desenvolvimento econômico.

Diante deste cenário, Walter Thurler, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico frisou que, “não significa que temos uma economia pulsante. O país atravessa uma crise, o que reduziu a demanda em vários níveis. Por outro lado, contamos com uma gama de itens atrativos, e por isso, conseguimos nos manter em melhor posição. Assim, mesmo na recessão, já registramos avanço neste ano”.


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